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Registro de autoridade

APEOESP

Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia

Nos dias 22 e 23 de março de 1983, o CNPq promoveu em Brasília uma Reunião sobre Pesquisa em Filosofia, durante a qual foi fundada a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia - ANPOF. Ela teve como primeiro presidente José Arthur Giannotti(USP e CEBRAP) e Zeljko Loparic(Unicamp) como secretário-geral. Esta Associação congrega os cursos de mestrado e doutorado em Filosofia do Brasil, credenciados pela CAPES. Segundo o artigo 3 de seus estatutos, ela tem por finalidade: "Promover maior integração dos cursos de pós-graduação em filosofia; defender os interesses das pós-graduações em filosofia junto aos órgãos competentes; estimular, em todos os níveis, à investigação filosófica no país". Tradicionalmente a ANPOF realiza, a cada dois anos Encontros Nacionais de Filosofia reunindo os mais expressivos pesquisadores em filosofia de todo o país e, nesses últimos anos, tem contado também com a participação de professores e pesquisadores estrangeiros. O crescimento nacional da ANPOF indicou não só a importância institucional adquirida pelas pós-graduações em Filosofia (21 Pós-Graduações até o ano de 2000), como também a necessidade de uma política que coordenasse esforços e assegurasse a troca de informações. Com o fito de evitar a dispersão dos trabalhos, de romper o isolamento das pesquisas, de promover um maior intercâmbio filosófico e discussões contínuas e sistemáticas entre os pesquisadores, uma primeira inovação foi feita, alterando o perfil da ANPOF. A sua Diretoria acatou a decisão da Assembléia Geral da ANPOF, de 29 de setembro de 1998 e promoveu a criação dos Grupos de Trabalho (GTs), cujas atividades e propostas organizadas por seus membros, formariam a estrutura central dos Encontros Naconais. Em 2000, tinham sido aprovados pela ANPOF 26 GTs, com intensa atuação não só nos Encontros bi-anuais da ANPOF como nos eventos dedicados à Filosofia.

Astavrov

Ayda Ignez Arruda

  • AIA
  • Pessoa
  • 1936-06-27 1983-10-13

Ayda Ignez Arruda nasceu em Lajes, Santa Catarina, no dia 27 de junho de 1936, filha de Lourenço Waltrick Arruda e Izabel Pereira do Amarante. Bacharelou-se em matemática em 1958 e concluiu a sua licenciatura em 1959, ambas na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica do Paraná.
Iniciou a sua carreira acadêmica como professora contratada para a cadeira de Análise Matemática e Superior da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Paraná, em 1960.
Em 1966, na Universidade Federal do Paraná, obteve o título de doutora e livre-docente com a tese Considerações sobre os Sistemas Formais NFn, produzida sob a orientação do professor Newton C.A. da Costa.
Em 1968 foi contratada como professora titular na área de Lógica e Fundamentos da Matemática no Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Unicamp, dando início ao Grupo de Lógica de Campinas, com os seguintes professores: Newton C.A. da Costa, Andréa Loparic, Antonio M. Sette, Elias H. Alves, Itala M. L. D'Ottaviano, Luiz Paulo de Alcântara, Luis Henrique L. dos Santos, Oswaldo Porchat Pereira e Roberto Cignoli.
Durante a visita de Alfred Tarski, renomado matemático polonês, feita à Unicamp, em 1975, a professora Ayda I. Arruda, organizou o Simpósio de Lógica Matemática, de 3 a 5 de março, no IMECC. Este evento abriu as portas do IMECC para que, em 1976, ocorresse o III Simpósio Latino-Americano de Lógica Matemática, também organizado por Ayda.
Foi chefe do Departamento de Matemática do IMECC, de julho de 1979 a abril de 1980, e assumiu a direção do instituto em 16 de abril de 1980 permanecendo no cargo até seu prematuro falecimento em 13 de outubro de 1983, com 47 anos.
Por quase vinte anos estudou e criou sistemas não-clássicos de lógicas paraconsistentes, publicando vários trabalhos científicos. Foi a primeira colaboradora do professor Newton C.A. da Costa, com quem trabalhou durante muitos anos e publicou diversos artigos em periódicos internacionais.
Durante a sua vida, teve contatos importantes com lógicos e matemáticos brasileiros e do exterior. Dentre eles destacamos os professores: Mário Tourasse Teixeira da Faculdade de Filosofia de Rio Claro, São Paulo; Marcel Guillaume, da Université de Clermont-Ferrand da França; Antonio Monteiro, da Universidade de Bahía Blanca, Argentina; e, Andrés Raggio, da Universidade de Córdoba, Argentina.
Foi professora visitante e conferencista em diversas universidades nacionais e estrangeiras, dentre as quais citamos: Université Claude-Bernard, na França; Uniwersytet Mikolaja Kopernika, em Torún, Polônia; Pontificia Universidad Católica de Chile; Universiteit Gent, na Bélgica; etc.
Orientou vários alunos de mestrado; foi membro de bancas organizadoras; participou de várias bancas julgadoras de doutorado, incluindo as dos professores Antonio Mário Antunes Sette, Ítala Maria Loffredo D'Ottaviano e Elias Humberto Alves; foi membro fundador do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da Unicamp e da Sociedade Brasileira de Lógica, da qual foi vice-presidente e presidente.
Nos últimos anos de sua vida, interessou-se e analisou exaustivamente os artigos publicados por Vasil'év, em particular por suas relações com a lógica paraconsistente. Ayda I. Arruda foi a primeira pesquisadora a formalizar as idéias de Vasil'év, obtendo, como resultado as lógicas paraconsistentes.
Como homenagem póstuma à professora Ayda, a Unicamp, em 1985, organizou o VII Simpósio Latino-Americano de Lógica Matemática, dedicado à sua memória. E, em 1990, foi publicado o livro N.A. Vasiliev e a Lógica Paraconsistente (vol. 7 - Coleção CLE), organizado pela professora Ítala Maria Loffredo D'Ottaviano.

B. Lennox

Barreto

Beatriz

Berchmans

Bernardo Beiguelman

  • Pessoa
  • (1932-2010)

Bernardo Beiguelman, brasileiro, natural de Santos, SP (nascimento: 15 maio 1932) foi Professor Emérito da UNICAMP, universidade na qual criou, em 1963, o Departamento de Genética Médica e da qual foi o primeiro Pró-Reitor de Pós-Graduação. Doutor pela USP foi, também, Livre Docente de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Professor Titular aposentado de Genética Médica da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, Professor Visitante do Programa de Pós-Graduação em Biologia da relação patógeno-hospedeiro do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e Membro do Conselho do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein. Ministrou Disciplinas em cursos de Pós-Graduação de várias universidades (UNICAMP, USP, UFPR, PUCCAMP, UFRGS, e UFPE) e foi docente e organizador da Disciplina de Genética Humana e Médica de várias universidades (UNICAMP, PUCCAMP, Fundação Universitária do ABC, entre outras). Durante vinte anos (1972-1992) foi Conselheiro (Adviser) da Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo prestado consultorias a essa instituição em Genebra, Suíça, e membro do corpo de revisores da nomenclatura internacional de doenças do CIOMS (Council for International Organization of Medical Sciences). Foi Pesquisador 1-A do CNPq e pertenceu Comitê Assessor de Genética e à Comissão Assessora do Programa Integrado de Genética, Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Recebeu Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico e a homenagem do 51º Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Genética. Recebeu medalha do CNPq, homenagens e placas de prata da UNICAMP e placa de bronze no HC dessa universidade, e homenagens de revistas científicas ou de classe. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Genética (1970-1972) e da Associação Latinoamericana de Genética (1970-1972), da qual foi, também, Vice-Presidente em duas gestões (1985-1987; 1987-1989), Conselheiro dessas sociedades e várias vezes Conselheiro eleito da SBPC. É Membro Titular-Fundador de várias instituições (College of Hansenology of the Endemic Countries, International Association of Human Biologists, da qual foi durante vários anos Conselheiro representante da América do Sul e Caribe, Associação Latinoamericana de Genética e Sociedade Brasileira de História da Ciência) e Membro Titular ou Correspondente de outras. Pertenceu ao Conselho Científico de várias revistas com corpo editorial e participou de júris científicos para a outorga de prêmios. Deu assessoria científica gratuita a várias instituições de fomento à pesquisa. Tem 451 publicações entre livros, teses, capítulos de livros (25), publicações em revistas com seleção editorial (171) e comunicações científicas em congressos (192 nacionais e 63 internacionais). Deu orientação científica direta a cerca de 70 pesquisadores, muitos dos quais já atingiram os níveis mais altos da carreira acadêmica. Participou de 144 congressos (nacionais e internacionais), tendo sido o organizador de alguns internacionais. Proferiu 269 conferências em numerosas instituições de pesquisa e ensino, e participou de 264 bancas examinadoras em concursos acadêmicos (mestrado, doutorado, livre-docência, professor adjunto e professor titular) e júris científicos. Dentre as suas linhas de pesquisa merecem destaque seus trabalhos pioneiros sobre a resistência e suscetibilidade hereditária à hanseníase (lepra), suas pesquisas sobre genética antropológica, a série de trabalhos sobre a epidemiologia de gêmeos, que trouxe informações importantes sobre a biologia da reprodução humana e, mais recentemente, os trabalhos sobre epidemiologia genética de doenças transmissíveis comuns na Amazônia.

Bocharoff

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